Se aproxima o verão e as pessoas querem mostrar seus corpos esbeltos e bronzeados. E agora que as camas de bronzeamento estão proibidas e os auto-bronzeadores (bronzeamento a jato) não produzem os resultados desejados? Bem, para quem possui tempo, é sócio de um clube ou mora no litoral, ou mesmo tem uma varanda em casa, pode continuar se bronzeando ao sol com os mesmos riscos, e de uma forma descontrolada (ou a ANVISA proibiu o banho de sol também)?
Embora vivamos numa democracia, a mesma que decidiu contra o desarmamento, a proibição do bronzeamento contraria a maioria das pessoas, como mostrou o resultado de todas as enquetes feitas pela imprensa. Todos sabem que o álcool, alimentos não saudáveis (e nem precisa falar do tabaco) fazem muito mais mal à saúde que a cama de bronzeamento ou o banho de sol, e ainda assim consomem estes produtos.
Então, se deparam com uma proibição baseada em estudos estrangeiros (sabe-se lá de onde) que apontam “evidências” de riscos à saúde (embora não se sabe de ninguém que tenha tido câncer ou coisa pior após usar por mais de 20 anos...), que nenhum destes países proibiu. E o Brasil, que nunca fez nenhuma pesquisa alguma, desconsidera a recomendação da Organização Mundial da Saúde(OMS) de REGULAMENTAR o uso das camas de bronzeamento e simplesmente proíbe.
Como brasileiro, é claro que os usuários se sentem tratados como crianças ou tolos, e também assim se sentem quando lhe dizem que a exposição UV em camas de bronzeamento não traz benefícios. A verdade é que TRAZ SIM: o ultravioleta é necessário à boa saúde e os benefícios estéticos só o usuário é quem pode avaliar. O argumento do “outro lado” é de que as pessoas não estão cientes do risco que estão correndo. Oh, sim, é preciso ser médico para tomar um banho de sol, ou ter um ao seu lado. A propósito, não foram grupos de médicos que estavam contra o bronzeamento e hoje detém o monopólio do uso das máquinas, que na mão deles só faz bem, além de um bom faturamento? Isso até pode ser verdade quando comparado ao massacre anual causado pelas cirurgias plásticas puramente estéticas que eles fazem, e é incrível, a ANVISA não proíbe! E ao contrário do bronzeamento, parecem fazer mais bem do que mal.
Neste contexto parece não restar outra alternativa senão procurar o salão que tem uma máquina nos fundos que a amiga indicou...
E os profissionais, verdadeiros marionetes das vontades dos diretores da ANVISA, podem trabalhar esperando a primeira notificação (ninguém pode ser multado nem interditado na primeira notificação), ou arrumam um local nos fundos e em casa e “faturar alto” com o público concentrado ávido pelos serviços. E aqueles que querem fazer tudo legalmente esperam o que vai acontecer, arcando com o prejuízo disso tudo, e começando a acreditar que trabalhar honestamente neste país não vale a pena (se é que vale a pena trabalhar, ou não é melhor “tirar vantagens em tudo”).
Nesta narrativa com linguagem informal esta associação reforça o alerta que já fez à ANVISA do perigo da clandestinidade durante o período de proibição, que será responsável pela baixa qualidade dos serviços e riscos aumentados que os usuários estão se submetendo. Será que os motivos do fracasso da “lei seca” com relação ao álcool já foram esquecidos? Não seria bem melhor que os diretores da ANVISA se preocuparem em seguir as recomendações da OMS ao invés de querer “inventar moda”, para o bem dos usuários e valorização dos profissionais que querem trabalhar na legalidade?